História

O escutismo no Oeste teve início nas décadas de 1940 e 1950, com a fundação das primeiras unidades nas localidades de Bombarral, Ericeira, Caldas da Rainha e Moita dos Ferreiros. Estas surgiram sobretudo por iniciativa dos párocos locais e de dirigentes empenhados, com o apoio da Junta Regional de Lisboa. As primeiras filiações aconteceram antes da existência formal do conceito de agrupamento, sendo as unidades organizadas de forma simples, mas com grande entusiasmo e dedicação.

Durante os anos 60, apesar das dificuldades impostas pelo regime do Estado Novo e pela imposição da Mocidade Portuguesa, o escutismo católico resistiu com o apoio firme da Igreja. Esta década foi marcada por avanços e recuos, mas também pelo nascimento de novos agrupamentos. Nos anos 70, o crescimento da juventude cristã na região levou à criação do Núcleo do Oeste, que passou a reunir os agrupamentos sob uma estrutura comum, permitindo uma maior coesão e dinamismo.

Nas décadas seguintes, o escutismo no Oeste consolidou-se, aprofundando a ligação à Igreja e promovendo iniciativas marcantes como os Acampamentos do Núcleo (ACANUC), os Festivais Escutistas do Oeste (FEO), celebrações litúrgicas e formações na área da fé. A presença dos assistentes espirituais, o contacto com os seminários e a vivência religiosa desempenharam um papel central no percurso educativo dos jovens.

Com sede própria, publicações regulares como o Oestescutista e uma estrutura organizativa estável, o Núcleo do Oeste afirmou-se como uma referência escutista na Região de Lisboa. Ao longo de cinquenta anos, promoveu o crescimento de milhares de jovens ao serviço da comunidade, com base nos valores do escutismo e da fé cristã, mantendo uma forte identidade local, marcada pela fraternidade, pela perseverança e pelo espírito de missão.

Sabe mais sobre a história do Núcleo do Oeste no Livro “Escutismo no Oeste – 50 anos do Núcleo”, da autoria de João Vasco Reis.